
Quem vai cuidar das gestantes e dos partos no futuro?
✨ Por que precisamos falar sobre o futuro da obstetrícia no Brasil:
A assistência ao parto exige dedicação, preparo, sensibilidade e, acima de tudo, autonomia técnica para tomar decisões diante de situações que podem mudar rapidamente. Quem vivencia a rotina de um centro obstétrico sabe que a evolução clínica da gestante ou do bebê pode exigir uma mudança rápida de conduta e, em algumas situações, uma decisão imediata.
É nesse contexto que o atual debate na Câmara dos Deputados sobre o PL 2.373/2023 merece atenção. O Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta que o texto atual, ao utilizar conceitos que podem ser interpretados de forma subjetiva, pode gerar insegurança jurídica e abrir margem para a criminalização de condutas médicas, inclusive em situações de emergência.
⚕️ A obstetrícia já é uma especialidade de grande responsabilidade e exige disponibilidade, preparo e dedicação integrais. Um cenário de maior insegurança jurídica pode afastar médicos da prática da obstetrícia e desestimular novas gerações de estudantes a escolherem a especialidade. O risco é termos, no futuro, menor disponibilidade de profissionais qualificados para cuidar das gestantes e de seus bebês.
🤰 Proteger a obstetrícia é também proteger a segurança da mãe e do bebê. Como médica ginecologista e obstetra, considero importante esse alerta do CFM e defendo que decisões técnicas tomadas diante de situações clínicas complexas sejam avaliadas dentro do contexto em que foram tomadas, sempre observando a ética médica, as melhores práticas e as recomendações científicas.
Esta não é uma questão partidária. É uma discussão sobre a segurança da assistência obstétrica. Leia o alerta do CFM na íntegra em seu portal. Se desejar, acompanhe a tramitação do projeto e manifeste sua opinião como cidadã ou cidadão diretamente aos parlamentares, por meio dos canais oficiais disponibilizados pela Câmara dos Deputados.
Dra. Elis Nogueira
CRM 98344
RQE 57179


Dra. Elis Nogueira
Dra. Elis Nogueira