Parto empelicado: um raro e belo nascimento

O parto empelicado é bastante raro e acontece quando não há o rompimento da bolsa e o bebê nasce dentro dela, envolto no líquido amniótico.

Estima-se que o parto empelicado aconteça uma vez em cada 80 mil nascimentos. Apesar de ser incomum, o fenômeno não apresenta riscos para a mamãe e nem para a saúde do seu bebê, pelo contrário: ele até protege a criança quando há o risco de alguma infecção que possa ser transmitida pela mãe. Esse é um momento raro, interessante e belo.

Como ocorre

O líquido amniótico tem a função de envolver e proteger o bebê enquanto está na barriga da mamãe. Começa a ser produzido pelo organismo da mulher desde o início da gestação e forma uma bolsa que envolve o feto. Ele concentra nutrientes, hormônios e anticorpos. O líquido também amortece impacto e diminui os riscos de traumas na criança.

No início do trabalho de parto é normal que a bolsa se rompa após as primeiras contrações. Isso porque, a contração empurra o bebê para baixo e, consequentemente, empurra a bolsa que tende a se romper e eliminar o líquido.

No parto empelicado, apesar das contrações, a bolsa não se rompe e o bebê nasce dentro dela.

Para retirar o bebê de dentro da bolsa, logo após o nascimento o médico faz um pequeno corte na membrana da bolsa para que o líquido possa sair e o bebê ser retirado. Após o procedimento, o bebê passa pela avaliação normal do pós-parto e é levado para os braços da mamãe.

Nascimentos prematuros e cesarianas têm maiores chances de ser empelicados, mesmo assim ainda é raro que aconteça.

Nos casos em que a criança corre o risco de ser contaminada por alguma infecção ao ter contato com o sangue da mãe, o parto empelicado é planejado pelos médicos. Nessas situações, o nascimento é agendado antes de completar as 38 semanas e é realizada uma cesariana.